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Reforma Política? Pois Que Seja Real!

Há algum tempo ouvimos falar na tal reforma política, mas enfim, o que é? Bem, a reforma política é uma das reformas mais urgentes necessárias em nosso país. Através dela será possível corrigir defeitos e quem sabe estabelecer maior ética em nosso sistema político. Na corrida eleitoral que vivemos atualmente, ouvimos dos mais diversos candidatos que finalmente a reforma política seria concretizada. Com isso, seja quem for nosso novo presidente, podemos esperar que a reforma ocorra. Mas é aí que surgem algumas dúvidas que tomam conta de meus pensamentos. Atendendo aos interesses de quem será efetuada esta reforma? De que forma será feita? Haverá espaço à discussão pública ou será fechada ao congresso? É por isso que prego que se houver reforma política, que seja real e não superficial. Que não ocorra somente para iludir a sociedade, ansiosa por mudanças, e continuar protegendo os grandes partidos. Na minha opinão, alguns assuntos deveriam ser abordados e é sobre essas idéias que será baseado o presente texto. O primeiro ponto seria a fidelidade partidária. Através dela, haveria um maior controle sobre as mudanças de partido. Isso impediria, por exemplo, que parlamentares e governantes mudassem de partido durante o mandato. Até aí tudo bem, a maioria das pessoas concordam com esta idéia, mas para que isso ocorra, na minha opinião, seria necessária outra medida. Para que os políticos não precisassem mudar de partido, o coeficiente eleitoral deveria ser extinto. O coeficiente eleitoral é o que faz com que candidatos sejam eleitos com menor número de votos que outros que não conseguem se eleger. Isso porque a soma total dos votos do partido representa uma porcentagem alta dos votos do estado e assim teria direito a um maior número de vagas no parlamento. Desta forma, um candidato muito bem votado acaba "elegendo" outro com poucos votos. Já pudemos observar alguns exemplos esdrúxulos deste sistema, onde pessoas com uma quantidade pífia de eleitores foram eleitas porque seu partido teve um outro candidato campeão de votos. Posso citar o caso da votação record que recebeu Enéas Carneiro em 2002, isso fez com que outros 5 candidatos do seu partido, o PRONA, fossem eleitos deputados federais, mesmo tendo eles recebendo uma quantidade inexpressiva de votos. Mas o que isso tem a ver com a fidelidade partidária? A resposta é simples, o candidato não precisaria mudar para um partido maior para tentar se eleger, terá as mesmas chances se continuasse no partido ligado à sua ideologia. Isso torna a política mais limpa e fortalece a democracia. O segundo tema que abordarei trata de um assunto sobre o qual já escreví em outro texto, as pesquisas políticas. É inadmissível que as pesquisas sejam legais. Elas influenciam o eleitor a votar em quem está bem colocado, com grande número de intenções de voto, ao invés de votar no candidato da sua preferência, aquele que tem ideais parecidos com os do eleitor e possui as melhores propostas. As pesquisas mudam o rumo das eleições e enfraquecem a democracia, por este motivo devem ser proibidas. Algo que também é extremamente relevante, é a propaganda eleitoral obrigatória. Acredito que ela deva continuar existindo, pois é a principal forma de o eleitor conhecer os candidatos e estes últimos de divulgar suas propostas e ideais. Porém, algumas mudanças deveriam ocorrer. Por exemplo, o tempo disponível para todos os candidatos deveria ser igual, não importando o tamanho do partido ou número de parlamentares que possui, como é atualmente. Também acredito que os gastos com os programas devem ser controlados. Criando um limite baixo de gastos, todos teriam programas com o mesmo nível de produção e o eleitor não seria tão influenciado pela qualidade e marketing envolvidos no programa. Os candidatos também deveriam obrigatoriamente utilizar o tempo disponível para falar de suas propostas e não para criticar os outros e para mostrar testemunhos, inclusive proibindo que apresentadores e outras pessoas pudessem falar pelo político, dar sua opinião e fazer campanha. Bem, hoje tratei apenas de temas envolvidos com a eleição, existe ainda muitos outros problemas em nossa política que devem ser reformados. Tratarei desses assuntos em outros artigos, para que não se torne muito cansativo. Antes de encerrar, tenho que fazer uma observação importante. No início do texto, fiz algumas perguntas, pois bem, todas as idéias que eu defendí, reduzem o poder dos grandes partidos, que possuem a maioria no congresso, local onde as reformas devem ser aprovadas. Com certeza os parlamentares destas legendas, tentarão evitar isso. É aí onde o povo entra. Nós precisamos acompanhar o processo, sair às ruas, cobrar de nossos deputados e senadores, participar das discussões e evitar que isso tudo dê em nada. Quando o povo quer, o povo consegue. Tudo o que foi feito de importante em nosso país, ocorreu por pressão do povo. O petróleo é nosso, as diretas já, o impeachment do Collor, entre outras conquistas. Chegou a hora de lutarmos! Vamos mudar nosso país unidos! E como tema dessa luta proponho mais uma vez, se houver reforma política, que seja real!

Abraços!

Obs: Este artigo também foi publicado no blog Despertar Político [1]

--DiegoZaniol 06:51, 13 Outubro 2006 (UTC)

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