Usuário Discussão:Andrei Bastos
De Campanhas Wikia
A lição
Descontados os da família, ainda ficam mais de 600 votos, valiosos. Para quem decidiu entrar nessa sozinho, sem dinheiro, lenço ou documento, e logo ganhou o apoio de pessoas generosas e mais do que valiosas, é um avanço e tanto! Ainda mais por ter sido uma candidatura de idéias, lutando por direitos, contra o assistencialismo.
Duas frases sintetizam esta minha cruzada brancaleônica. A primeira, dita por um líder de comunidade de baixa renda, é a verdadeira expressão da condição da nossa gente: “Eu gostei muito das propostas do senhor e gostaria muito de ajudá-lo mas, infelizmente, sem nem uma cesta básica não consigo chamar ninguém pra trabalhar. Espero que o senhor tenha sorte”. A segunda frase, dita por um jornalista, é, por sua vez, a verdadeira expressão da consciência que eu já havia adquirido e que só servia para me levar adiante, sem medo ou vergonha dos números finais da votação: “É companheiro, vai ser muito difícil para um candidato de idéias como você enfrentar o assistencialismo. Boa sorte!”.
Segui em frente não para tentar a sorte, que nunca me contemplou nos incontáveis jogos que fiz na Mega-Sena, mas para continuar uma luta que começou antes da candidatura e continuará agora, com mais de 600 aliados.
Contra a corrupção e a impunidade,
Pelos direitos da pessoa com deficiência,
Andrei Bastos
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O Globo, 10/10/2006:
Denise Frossard visita deficientes e TRE do Rio
Candidata do PPS, que criticou portadores, diz que "há males que vêm para o bem"
Valéria Maniero*
A candidata do PPS ao governo do estado, Denise Frossard, que já foi criticada por ter ofendido, em relatório, portadores de deficiência, visitou ontem à noite a sede do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (IBDD). A deputada recebeu de representantes da instituição um documento com propostas em várias áreas, como saúde e transportes, para facilitar o dia-a-dia dos deficientes.
- Há males que vêm para o bem. Não fosse aquele atravessado parecer, não teria conhecido esse trabalho - explicou a candidata, fazendo referência ao relatório que, segundo ela, foi distorcido pelos políticos.
À época, a candidata escreveu que "ninguém pode ser obrigado a suportar a doença e a deformidade alheia".
Antes de o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) homologar o resultado do primeiro turno, a deputada, que já reclamou da demora, esteve com o presidente, Roberto Wider. Os assuntos discutidos durante a visita, classificada como protocolar, de "quem disputa o governo do estado", não foram anunciados:
- Não posso sair da casa da Justiça e dizer o que falei - comentou a candidata, informando que completava ontem, 22 anos de magistratura.
Coordenador de campanha da candidata, Jackson Vasconcelos, divulgou nota afirmando que ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma interpelação contra Sérgio Cabral. O senador teria chamado Vasconcelos de ladrão, acusando-o de participar de aposentadorias fraudulentas. Para Frossard, o adversário deveria abrir mão de seu foro privilegiado. Cabral disse ontem que jornais da época publicaram que Vasconcelos teria sido preso e algemado.
- Do Extra
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PROPOSTAS PARA PROGRAMA DE GOVERNO - Denise Frossard recebeu de Teresa Amaral e Andrei Bastos documento elaborado também com a participação da deputada estadual Georgette Vidor.
Propostas para Governo Denise Frossard
Sobre um programa de governo preocupado com a cidadania das pessoas com deficiência e baseado na necessidade da transversalidade de ações para seu encaminhamento e solução.
O encaminhamento das questões relativas às pessoas com deficiência como parte de um programa de governo deve passar por uma abordagem que marque esse posicionamento como um compromisso de governo.
Nessa visão, e sendo definida como estratégica, três são as principais linhas a serem levadas em conta:
1. Prioridade e compromisso político e pessoal do governante, demonstrado através do trato direto com o problema.
2. Entendimento da questão como um problema interdisciplinar que envolve todos os campos de atuação, níveis e âmbitos e de governo. As diversas atenções à construção da cidadania da pessoa com deficiência devem partir do entendimento de que se praticamente todos os programas de governo são dirigidos para o cidadão, a pessoa com deficiência é cidadã e suas necessidades devem estar incluídas nesses programas. As ações precisam ser feitas integradamente e não separadas das ações gerais de governo.
3. Não são necessários nem Secretarias nem grandes programas especiais. A priorização do tema é que pode fazer a diferença. A inclusão do problema e de suas necessidades nas soluções de âmbito geral de governo já mudará definitivamente o enfrentamento da questão. A regra geral será a da inclusão através da ação transversal direcionada para a pessoa com deficiência. Certamente em algumas situações a igualdade da cidadania só será alcançada por uma metodologia ou ação especializada.
3 exemplos práticos
1. Uma obra de infra-estrutura urbana deve incluir a acessibilidade. 2. Um programa de saúde sempre pode incluir a questão. Prevenção, atendimento hospitalar, atendimentos especializados devem incluir a pessoa com deficiência. 3. Toda escola pode receber a pessoa com deficiência física sem a menor dificuldade. Para receber pessoas com outras deficiências basta um programa de reforço na formação do professor.
Ações prioritárias
Transporte: Ampliar a iniciativa da prefeitura do Rio, que colocou 48 ônibus adaptados nas linhas urbanas, colaborando para aumentar esse número e otimizar seus horários de circulação e fazer a mesma coisa nas linhas intermunicipais. Além disso, acelerar a adaptação das estações do Metrô e dos trens.
Saúde: Atribuir com clareza e firmeza as responsabilidades no atendimento nos hospitais públicos – na emergência, na reabilitação e no tratamento ambulatorial, com equipamentos e remédios subsidiados, demonstrando a não existência de impacto econômico em vista de seu custo irrisório. Apoiar as Pestalozzi, as APAE e demais instituições ligadas à pessoa com deficiência (ressaltando que a ação dessas duas primeiras instituições também se dá nas áreas de Educação e Reabilitação) e dar atenção especial à ABBR, resgatando sua antiga condição de referência nacional no atendimento ao grande lesado.
Educação: Implantar programa de capacitação de professores e funcionários para o atendimento à pessoa com deficiência; fazer as obras e substituições de equipamentos necessárias à acessibilidade nas escolas da rede estadual e nos seus mobiliários; criar sistema de transporte escolar porta a porta exclusivo para estudantes com deficiência nas áreas de atendimento de cada escola; estabelecer convênios com instituições especializadas, como INES, Instituto Benjamin Constant etc., para a complementação da educação que se faça necessária; criar um programa de estímulo à implantação de cursos profissionalizantes por meio de convênios com Firjan, Fecomércio e empresas privadas; criar cursos voltados para o segmento na Uerj e bolsa de estudo para estudantes universitários com deficiência carentes.
Trabalho: Criar mecanismos de estímulo, por renúncia fiscal ou outro instrumento, para as empresas criarem e manterem cursos profissionalizantes nas suas dependências, com pagamento de pro labore aos alunos e programa de seleção e aproveitamento da mão-de-obra formada.
Esporte: Criar centros de esporte paraolímpico para reabilitação, para educação, integrando-os à rede escolar, e para alto desempenho, com a capacitação dos profissionais de educação física para tais atendimentos.
Lazer: Promover a acessibilidade nos locais de turismo, lazer e entretenimento junto com Crea, Sinduscon, Ministério Público, Alerj, Câmaras Municipais e Prefeituras.
Proposta geral: Viabilizar financeiramente medidas para o exercício da plena cidadania pelas pessoas com deficiência, proporcionando-lhes os recursos necessários por meio de renúncia fiscal, com ligação direta entre a fonte e a iniciativa contemplada - uma “Lei Rouanet” para a pessoa com deficiência.